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Polbo de la cunselada

Francisco dos Santos Fernandes

1961

Nasceu e cresceu em Costantin, onde fez a sua escolaridade conjuntamente com Miranda do Douro. Trabalhou sempre na construção civil e na agricultura. Foi 12 anos tesoureiro da Junta de Freguesia e 8 anos Presidente da Junta. Emigrou para a
Alemanha, mas tinha apenas visto de turista e polícia obrigou-o a regressar a Portugal. Durante a sua vida toda, a sua mãe primeiro e a sua esposa depois, sempre confecionaram o mesmo prato no dia de consoada: Polbo cozido cun
batatas e berças tronchas.

Receita:

Lavar bem um polvo com 3kg. Mergulhar numa panela com 2 litros de água a ferver, com uma cebola e dois dentes de alho, sem acrescentar sal. Deixar cozer cerca de uma hora. Verificar a cozedura, para que fique no ponto certo: nem duro, nem pelado!

Descascar 3 batatas médias por pessoa, cortar ao meio e colocar na água de cozer o polvo. Colocar também uma couve tronchuda e deixar cozer juntamente com as batatas.

Antes de servir, mergulhar o polvo alguns minutos na água quente.

Numa travessa colocar as batatas e a couve que ficaram com a cor e sabor do polvo. Noutra travessa colocar o polvo cortado em rodelas com 1 cm de grosso. Servir com um molho de azeite-virgem, pimentão e alho picado bem fino.

Receita:

Lavar bem um polvo com 3kg. Mergulhar numa panela com 2 litros de água a ferver, com uma cebola e dois dentes de alho, sem acrescentar sal. Deixar cozer cerca de uma hora. Verificar a cozedura, para que fique no ponto certo: nem duro, nem pelado!

Descascar 3 batatas médias por pessoa, cortar ao meio e colocar na água de cozer o polvo. Colocar também uma couve tronchuda e deixar cozer juntamente com as batatas.

Antes de servir, mergulhar o polvo alguns minutos na água quente.

Numa travessa colocar as batatas e a couve que ficaram com a cor e sabor do polvo. Noutra travessa colocar o polvo cortado em rodelas com 1 cm de grosso. Servir com um molho de azeite-virgem, pimentão e alho picado bem fino.

Sabia que...

Apesar do “Praino Mirandés” ser terra longe do litoral, sempre aqui se consumiram vários peixes do mar: sardinha, congro, polvo e bacalhau.

A sardinha chegava pelo comboio em caixas recoberta de sal. Também em barricas de salmoura, com muito mais validade.

O congro sendo um peixe que aguenta bastante, chegava em caixas recobertas de sal.

O polvo chegava em meia cura, dentro de cestinhos de cana ou então seco. Os cestinhos de cana exalavam o seu cheiro forte à porta dos “sotos” (mercearias). O polvo “curado”, ou seco, era pendurado dos tetos de madeira dos “sotos”, que o vendiam.

O bacalhau chegava em salga seca, em enormes fardos de lona. Preenchia boa parte das prateleiras dos comerciantes que o negociavam, organizado por tamanhos e qualidade. Constituía boa parte da dieta dos mais humildes, porque era bastante barato

Sabia que...

Apesar do “Praino Mirandés” ser terra longe do litoral, sempre aqui se consumiram vários peixes do mar: sardinha, congro, polvo e bacalhau.

A sardinha chegava pelo comboio em caixas recoberta de sal. Também em barricas de salmoura, com muito mais validade.

O congro sendo um peixe que aguenta bastante, chegava em caixas recobertas de sal.

O polvo chegava em meia cura, dentro de cestinhos de cana ou então seco. Os cestinhos de cana exalavam o seu cheiro forte à porta dos “sotos” (mercearias). O polvo “curado”, ou seco, era pendurado dos tetos de madeira dos “sotos”, que o vendiam.

O bacalhau chegava em salga seca, em enormes fardos de lona. Preenchia boa parte das prateleiras dos comerciantes que o negociavam, organizado por tamanhos e qualidade. Constituía boa parte da dieta dos mais humildes, porque era bastante barato