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Pan Caseiro

Sílvia da Conceição Pires Fidalgo Monteiro

1968

Nasceu, cresceu e fez a sua escolaridade em Dues Eigreijas. Ainda jovem emigrou para França, onde trabalhou nas limpezas. Casou e já 30 anos que regressou a Portugal onde trabalha como auxiliar de idosos. Sempre a sua mãe fez pão caseiro em forno de lenha para alimentar a família. Se for necessário ela também saber meter a mão na massa e preparar o forno para cozer pão.

Receita:

Pra uma fornada de15 pães, no dia anterior, é necessário fazer uma bola de “massa fermento” e deixar levedar a noite toda.

Junta-se 1kg de farinha de trigo barbela, o fermento de padeiro, água e uma pitada de sal. Amassa bem com pouca água morna, até ficar uma bola de massa. Cubra com um pano e deixe ficar toda a noite a levedar.

No dia seguinte, na masseira do forno comunitário, coloque 5 pratos de farinha de trigo barbela, faça um buraco no meio e junte aos poucos água morna temperada com sal. Desfaça a bola que fez no dia anterior que vai servir de fermento e incorpore a toda a massa. Vá acrescentando a farinha, sempre amassando e trabalhando bem, até que a farinha se comece a desprender das mãos e do fundo da masseira. Trabalhe bem a massa. Cubra-a com um pano e um cobertor e deixe-a levedar durante 2 horas no inverno e um pouco menos no verão.

Depois fingem-se a massa dando-lhe o formato de fogaças (pães grandes). Faça uma cruz no meio de cada uma. Coloque num estrado plano sobre um lençol até a massa duplicar de volume.

Entretanto já acendeu o forno com lenha de xara e galhos secos de carrasco, oliveira e nebro. O forno tem de estar bem quente. Nota-se quando a parte de cima do forno está quase branca.

Trabalhe bem o forno com o ranhadeiro (vara seca de madeira dura ou ferro), que esmiúça bem as brasas contra o solar do forno. Por fim puxe todo o borralho sobrante para a boca do forno.

Introduza as fogaças no forno. No início pode tapar a bota do forno por algum tempo, mas estar sempre atento para que o pão não torre demasiado por cima.

Depois de introduzir o pão deve proferir a seguinte oração contra a boca do forno:

Que San Bicente t’acrecente i San Juan te faga bun pan. Terminar com o sinal da cruz.

O pão está cozido ao fim de uma hora. Armazenar em local seco.

Receita:

Pra uma fornada de15 pães, no dia anterior, é necessário fazer uma bola de “massa fermento” e deixar levedar a noite toda.

Junta-se 1kg de farinha de trigo barbela, o fermento de padeiro, água e uma pitada de sal. Amassa bem com pouca água morna, até ficar uma bola de massa. Cubra com um pano e deixe ficar toda a noite a levedar.

No dia seguinte, na masseira do forno comunitário, coloque 5 pratos de farinha de trigo barbela, faça um buraco no meio e junte aos poucos água morna temperada com sal. Desfaça a bola que fez no dia anterior que vai servir de fermento e incorpore a toda a massa. Vá acrescentando a farinha, sempre amassando e trabalhando bem, até que a farinha se comece a desprender das mãos e do fundo da masseira. Trabalhe bem a massa. Cubra-a com um pano e um cobertor e deixe-a levedar durante 2 horas no inverno e um pouco menos no verão.

Depois fingem-se a massa dando-lhe o formato de fogaças (pães grandes). Faça uma cruz no meio de cada uma. Coloque num estrado plano sobre um lençol até a massa duplicar de volume.

Entretanto já acendeu o forno com lenha de xara e galhos secos de carrasco, oliveira e nebro. O forno tem de estar bem quente. Nota-se quando a parte de cima do forno está quase branca.

Trabalhe bem o forno com o ranhadeiro (vara seca de madeira dura ou ferro), que esmiúça bem as brasas contra o solar do forno. Por fim puxe todo o borralho sobrante para a boca do forno.

Introduza as fogaças no forno. No início pode tapar a bota do forno por algum tempo, mas estar sempre atento para que o pão não torre demasiado por cima.

Depois de introduzir o pão deve proferir a seguinte oração contra a boca do forno:

Que San Bicente t’acrecente i San Juan te faga bun pan. Terminar com o sinal da cruz.

O pão está cozido ao fim de uma hora. Armazenar em local seco.

Sabia que...

Todas as famílias confecionavam o seu próprio pão em fornos comunitários, mais ou menos para 10 dias. O trigo barbela ou centeio colhido pelas famílias, era armazenado para o ano inteiro, em tulhas e arcas, recetáculos que o protegiam das humidades e dos ratos. Ao longo do ano ia sendo moído em moinhos (rios e ribeiras)
e azenhas (rio Douro).

O “dia de amassar” era um dia de muito trabalho para as mulheres, mas de imensa felicidade, sobretudo para os mais pequenos. As mães confecionava “ressebadas” e “chamoscadas” (pão redondo pequeno e espalmado) que cozia muito rápido e se comia quente com um fio de azeite no meio.

No borralho do forno as mães assavam cebolas que eram comidas quentes (ficavam doces). Assavam ainda batatas, que depois de levarem um murro, eram comidas quentes com uns grãos de sal grosso.

O “bolho” de pão quente acabado de sair do forno, foi sempre uma comida muito apreciada pela pequenada, mormente quando se podia adicionar mel ou açúcar preto.

Sabia que...

Todas as famílias confecionavam o seu próprio pão em fornos comunitários, mais ou menos para 10 dias. O trigo barbela ou centeio colhido pelas famílias, era armazenado para o ano inteiro, em tulhas e arcas, recetáculos que o protegiam das humidades e dos ratos. Ao longo do ano ia sendo moído em moinhos (rios e ribeiras)
e azenhas (rio Douro).

O “dia de amassar” era um dia de muito trabalho para as mulheres, mas de imensa felicidade, sobretudo para os mais pequenos. As mães confecionava “ressebadas” e “chamoscadas” (pão redondo pequeno e espalmado) que cozia muito rápido e se comia quente com um fio de azeite no meio.

No borralho do forno as mães assavam cebolas que eram comidas quentes (ficavam doces). Assavam ainda batatas, que depois de levarem um murro, eram comidas quentes com uns grãos de sal grosso.

O “bolho” de pão quente acabado de sair do forno, foi sempre uma comida muito apreciada pela pequenada, mormente quando se podia adicionar mel ou açúcar preto.