Chicos de la Matáncia cun Arroç de berça troncha
Francelina Maria João Neto
1965
Nasceu, cresceu e fez a escolaridade em Zenízio. Com apenas 12 anos foi para Lisboa. Trabalhou na empresa Autocarros Santos. Entretanto, devido a problemas de saúde, reformou-se. Na casa de seus pais sempre se matou o porco e por altura da matança sempre se comeram “ls chicos cun arroç de berça troncha”.
Receita:
Cortar pequenas porções finas (0,5cm de altura) de carne de lombo de porco (2cm2). Fazer uma água de alhos, com água, sal, pimentão e alho picado. Colocar lá as porções de lombo recobertas e deixar marinar 24 horas.
Fazer um braseiro com lume de vides. Deixar aquecer bem a grelha. Colocar as porções de carne e deixar assar 2 minutos de cada lado. Comer quente com arroz de couve troncha. Também pode fazer uma espetada grande e ir dando a volta enquanto assa. Não deixar assar muito, porque ficam demasiado secos.
Arroz de couve troncha
1 punho de arroz carolino por pessoa, água, sal, 1 folha de louro, 1colher de chá de colorau
1couve tronchuda (apenas a parte mais branca da parte de dentro da couve)
Numa panela refoga-se 1cebola e um dente de alho em azeite. Quando começa a alourar coloca-se a couve (apenas as folhas mais branquinhas e tenras do interior) e deixa-se refugar um pouco. Depois coloca-se a água e o arroz. Tempere de sal e colorau. Utilizar um copo de água para dois punhos de arroz. Durante a cozedura retifique. Este arroz convém que fique molhado, mas não em demasia.
Receita:
Cortar pequenas porções finas (0,5cm de altura) de carne de lombo de porco (2cm2). Fazer uma água de alhos, com água, sal, pimentão e alho picado. Colocar lá as porções de lombo recobertas e deixar marinar 24 horas.
Fazer um braseiro com lume de vides. Deixar aquecer bem a grelha. Colocar as porções de carne e deixar assar 2 minutos de cada lado. Comer quente com arroz de couve troncha. Também pode fazer uma espetada grande e ir dando a volta enquanto assa. Não deixar assar muito, porque ficam demasiado secos.
Arroz de couve troncha
1 punho de arroz carolino por pessoa, água, sal, 1 folha de louro, 1colher de chá de colorau
1couve tronchuda (apenas a parte mais branca da parte de dentro da couve)
Numa panela refoga-se 1cebola e um dente de alho em azeite. Quando começa a alourar coloca-se a couve (apenas as folhas mais branquinhas e tenras do interior) e deixa-se refugar um pouco. Depois coloca-se a água e o arroz. Tempere de sal e colorau. Utilizar um copo de água para dois punhos de arroz. Durante a cozedura retifique. Este arroz convém que fique molhado, mas não em demasia.
Sabia que...
Os “chichos” da matança eram confecionados quando se matava o porco. Depois de picar as carnes para os vários enchidos, prepara-se a “çurça” e adicionava-se às carnes que ficavam pelo menos uma noite naquele tempero.
Em jeito de prova, assavam-se os “chichos”dos chouriços num espeto, para serem provados pela família, dar as sentenças, e em seguida fazer a derradeira retificação dos temperos, antes de colocar as carnes dentro da tripa.
O arroz de “berça troncha” (couve penca) algo doce, num tempo de matança do porco, com imensas carnes à disposição da família, servia um pouco como legume desenfastiante, que permitia alternar com toda aquela gordura e proteína disponível.
Sabia que...
Os “chichos” da matança eram confecionados quando se matava o porco. Depois de picar as carnes para os vários enchidos, prepara-se a “çurça” e adicionava-se às carnes que ficavam pelo menos uma noite naquele tempero.
Em jeito de prova, assavam-se os “chichos”dos chouriços num espeto, para serem provados pela família, dar as sentenças, e em seguida fazer a derradeira retificação dos temperos, antes de colocar as carnes dentro da tripa.
O arroz de “berça troncha” (couve penca) algo doce, num tempo de matança do porco, com imensas carnes à disposição da família, servia um pouco como legume desenfastiante, que permitia alternar com toda aquela gordura e proteína disponível.
