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Perdizes de caça

Mário do Nascimento Curralo

1939

Nasceu, cresceu e fez a escolaridade em Bila Chana de Braciosa. Cumpriu a tropa em Vila Real e no Porto. Entretanto emigrou para a França, onde trabalhou na construção civil em Paris. Voltou para Portugal em 1982. Continuou a vida trabalhando as terras que herdou dos pais e também tem sido criador de “canhonas mirandesas”

.
Sempre se lembra de haver muitas perdizes pelo termo de Bila Chana. Os camponeses caçavam-nas com laços e “achuelos”. Ainda se recorda de haver caçadores de matavam mais de 50 num só dia de caça. Refogadas com cebola e azeite sempre foram um manjar dos deuses.

Receita:

4 perdizes selvagens; 1 cebola grande; 2 dentes de alho, 1 ramo de salsa; sal, azeite, banha, 1 folha de louro, 1 raminho de tomilho, colorau.

Fazer um refogado com o azeite, a banha, a cebola picada e os alhos. Deixar alourar ligeiramente. Juntar as perdizes partidas aos quartos. Temperar com sal, colorau, salsa e tomilho. Se apreciar picante colocar uma malagueta. Deixar estufar lentamente. Se necessário molhar com um pouco de água. Quando estiverem bem tenrinhas, sirva com batata cozida com a pele que depois se descascam.

Receita:

4 perdizes selvagens; 1 cebola grande; 2 dentes de alho, 1 ramo de salsa; sal, azeite, banha, 1 folha de louro, 1 raminho de tomilho, colorau.

Fazer um refogado com o azeite, a banha, a cebola picada e os alhos. Deixar alourar ligeiramente. Juntar as perdizes partidas aos quartos. Temperar com sal, colorau, salsa e tomilho. Se apreciar picante colocar uma malagueta. Deixar estufar lentamente. Se necessário molhar com um pouco de água. Quando estiverem bem tenrinhas, sirva com batata cozida com a pele que depois se descascam.

Sabia que...

O “Praino” Mirandês, até fim dos anos 80 do século XX, foi um verdadeiro paraíso para a caça miúda, sobretudo perdizes, codornizes, tordos, coelhos e lebres. O cultivo generalizado de cereais e lentilhas, a policultura de vinha, oliveira e imensas hortas disseminadas por todos os termos, com água, serviam de alimento e bebedouro à caça. Por outro lado, o típico minifúndio tinha divisões entre as parcelas, com paredes e arbustos, assim como vários mini bosques dispersos na paisagem, que constituíram excelentes elementos de refúgio e nidificação da caça.

Com o rápido abandono da cultura dos cereais e lentilhas, a mecanização do arranjo da terra que destrói ninhos e esconderijos, com o recurso crescente e generalizado de herbicidas e pesticidas, com o grande abandono das hortas tradicionais e com a problemática da mixomatose do coelho e aumento exponencial de armas de caça, a caça começou gradualmente a escassear, embora ainda faça parte integrante dos hábitos destas terras.

Sabia que...

O “Praino” Mirandês, até fim dos anos 80 do século XX, foi um verdadeiro paraíso para a caça miúda, sobretudo perdizes, codornizes, tordos, coelhos e lebres. O cultivo generalizado de cereais e lentilhas, a policultura de vinha, oliveira e imensas hortas disseminadas por todos os termos, com água, serviam de alimento e bebedouro à caça. Por outro lado, o típico minifúndio tinha divisões entre as parcelas, com paredes e arbustos, assim como vários mini bosques dispersos na paisagem, que constituíram excelentes elementos de refúgio e nidificação da caça.

Com o rápido abandono da cultura dos cereais e lentilhas, a mecanização do arranjo da terra que destrói ninhos e esconderijos, com o recurso crescente e generalizado de herbicidas e pesticidas, com o grande abandono das hortas tradicionais e com a problemática da mixomatose do coelho e aumento exponencial de armas de caça, a caça começou gradualmente a escassear, embora ainda faça parte integrante dos hábitos destas terras.